-
Barbaquá em funcionamento e chegada de carregamento à Fazenda Boa Vista — Mangueirinha, Paraná
- Voltar
by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5182-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5182
TÍTULO
Barbaquá em funcionamento e chegada de carregamento à Fazenda Boa Vista — Mangueirinha, Paraná
DATA / PERÍODO
c.1900 a 1920
DESCRIÇÃO
A cena registra o complexo ervateiro da Fazenda Boa Vista, propriedade vinculada à firma Simão Ruas & Companhia, em Mangueirinha, Paraná, durante a chegada de um carregamento de erva-mate. À esquerda encontra-se uma construção retangular de madeira, com paredes formadas por tábuas verticais e cobertura de duas águas revestida por tabuinhas. Nas proximidades da entrada observam-se animais de carga e volumes depositados no chão. À direita, uma edificação maior, composta por diferentes corpos cobertos, corresponde ao barbaquá identificado no verso como estando em funcionamento. Seus telhados sobrepostos e os amplos beirais protegiam as áreas de trabalho e a estrutura interna de secagem.
Entre as construções e diante do barbaquá aparecem diversos cavalos ou muares carregados com grandes volumes presos lateralmente às selas. Os fardos apresentam formato arredondado e parecem conter ramos ou folhas de erva-mate transportados dos locais de colheita. Outros volumes encontram-se depositados no terreno à esquerda, sugerindo que parte da carga já havia sido retirada dos animais.
Vários trabalhadores distribuem-se pela cena. Um homem ocupa o centro do caminho, diante de um animal carregado; outros permanecem junto aos animais e sob os beirais das edificações, possivelmente conduzindo a tropa, descarregando os fardos ou encaminhando a matéria-prima ao processamento. A disposição das figuras e dos animais confere à fotografia caráter documental e evidencia a atividade cotidiana do estabelecimento.
O barbaquá era utilizado principalmente para a secagem da erva-mate depois do sapeco inicial. O calor gerado em uma fornalha era conduzido por canal até um estrado, sobre o qual folhas e ramos eram distribuídos e revolvidos durante a desidratação. A erva seca seguia posteriormente para o cancheamento, etapa de fragmentação realizada em estrutura ou equipamento específico, antes do ensacamento e do beneficiamento industrial. O conjunto encontra-se implantado em área de mata, com vegetação densa e árvores de grande porte. Ao fundo destacam-se diversas araucárias, características da Floresta Ombrófila Mista e da paisagem dos planaltos do Paraná. A proximidade entre mata, caminhos, edificações e unidades de beneficiamento diminuía a distância entre os ervais nativos e as primeiras etapas de processamento.
A firma Simão Ruas & Companhia mantinha atuação interestadual no comércio da erva-mate e de outros gêneros. Embora sua matriz estivesse sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, em Santa Catarina, a empresa possuía filial e propriedades na região de Palmas e Mangueirinha, além de depósitos em outros pontos do Paraná. Fazendas como Boa Vista, Covósinho, São Bento e Bom Retiro integravam uma rede produtiva que reunia exploração territorial, beneficiamento, armazenamento e circulação de mercadorias.
A fotografia registra de maneira particularmente expressiva a logística da economia ervateira antes da ampla mecanização e expansão rodoviária. Os animais de carga conectavam as áreas de extração aos barbaquás e depósitos, enquanto o trabalho humano garantia o descarregamento, a secagem e a preparação do produto.
Entre as construções e diante do barbaquá aparecem diversos cavalos ou muares carregados com grandes volumes presos lateralmente às selas. Os fardos apresentam formato arredondado e parecem conter ramos ou folhas de erva-mate transportados dos locais de colheita. Outros volumes encontram-se depositados no terreno à esquerda, sugerindo que parte da carga já havia sido retirada dos animais.
Vários trabalhadores distribuem-se pela cena. Um homem ocupa o centro do caminho, diante de um animal carregado; outros permanecem junto aos animais e sob os beirais das edificações, possivelmente conduzindo a tropa, descarregando os fardos ou encaminhando a matéria-prima ao processamento. A disposição das figuras e dos animais confere à fotografia caráter documental e evidencia a atividade cotidiana do estabelecimento.
O barbaquá era utilizado principalmente para a secagem da erva-mate depois do sapeco inicial. O calor gerado em uma fornalha era conduzido por canal até um estrado, sobre o qual folhas e ramos eram distribuídos e revolvidos durante a desidratação. A erva seca seguia posteriormente para o cancheamento, etapa de fragmentação realizada em estrutura ou equipamento específico, antes do ensacamento e do beneficiamento industrial. O conjunto encontra-se implantado em área de mata, com vegetação densa e árvores de grande porte. Ao fundo destacam-se diversas araucárias, características da Floresta Ombrófila Mista e da paisagem dos planaltos do Paraná. A proximidade entre mata, caminhos, edificações e unidades de beneficiamento diminuía a distância entre os ervais nativos e as primeiras etapas de processamento.
A firma Simão Ruas & Companhia mantinha atuação interestadual no comércio da erva-mate e de outros gêneros. Embora sua matriz estivesse sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, em Santa Catarina, a empresa possuía filial e propriedades na região de Palmas e Mangueirinha, além de depósitos em outros pontos do Paraná. Fazendas como Boa Vista, Covósinho, São Bento e Bom Retiro integravam uma rede produtiva que reunia exploração territorial, beneficiamento, armazenamento e circulação de mercadorias.
A fotografia registra de maneira particularmente expressiva a logística da economia ervateira antes da ampla mecanização e expansão rodoviária. Os animais de carga conectavam as áreas de extração aos barbaquás e depósitos, enquanto o trabalho humano garantia o descarregamento, a secagem e a preparação do produto.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
16,9 x 22,7
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Barbaquá, barbaquá em funcionamento, Fazenda Boa Vista, Simão Ruas & Companhia, Mangueirinha, Paraná, erva-mate, ciclo da erva-mate, indústria ervateira, beneficiamento da erva-mate, carregamento de erva-mate, transporte de mercadorias, animais de carga, cavalos, muares, tropas, tropeirismo, fardos de erva-mate, trabalhadores rurais, trabalho coletivo, trabalho rural, secagem da erva-mate, sapeco, cancheamento, arquitetura rural, arquitetura produtiva, construções de madeira, cobertura de tabuinhas, propriedade rural, atividade extrativista, ervais nativos, Floresta Ombrófila Mista, araucárias, economia regional, Fronteira Sul
QUANTIDADE
ITENS RELACIONADOS
DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3196
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Frente: “250”.
Verso: “Simão Ruas & C.ª”; “Barbaquá funcionando”; “Fazenda ‘Boa Vista’, em”; “Mangueirinha (Paraná)”; “IHG-FOT-5182”.
Verso: “Simão Ruas & C.ª”; “Barbaquá funcionando”; “Fazenda ‘Boa Vista’, em”; “Mangueirinha (Paraná)”; “IHG-FOT-5182”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
Itens relacionados a este
Pesquisa




