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Secagem da erva-mate no barbaquá da Fazenda Boa Vista — Mangueirinha, Paraná
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5183-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5183
TÍTULO
Secagem da erva-mate no barbaquá da Fazenda Boa Vista — Mangueirinha, Paraná
DATA / PERÍODO
c. 1900 a 1920
DESCRIÇÃO
A imagem registra o interior aberto de um barbaquá em funcionamento na Fazenda Boa Vista, propriedade vinculada à firma Simão Ruas & Companhia, em Mangueirinha, Paraná. A edificação domina a composição e apresenta estrutura inteiramente construída em madeira. Esteios irregulares sustentam uma cobertura principal de duas águas, acompanhada por telhados laterais mais baixos e muito inclinados, revestidos por tabuinhas sobrepostas. A ausência de paredes externas permite visualizar parte do sistema interno e favorecia a circulação de ar durante o processamento da erva-mate.
Sob a cobertura, numerosos ramos encontram-se distribuídos horizontalmente sobre uma armação formada por varas e travessas de madeira. Esse estrado elevado correspondia à área de secagem, sobre a qual a erva previamente sapecada era acomodada e revolvida para receber o calor conduzido desde a fornalha. A concentração dos ramos na parte central e inferior da estrutura confirma o funcionamento do barbaquá no momento do registro. Três figuras são claramente perceptíveis. À esquerda, uma criança permanece sob a cobertura, voltada em direção ao fotógrafo. Na região central, um trabalhador adulto está em pé diante da armação carregada de ramos. À direita, outro homem, usando chapéu de abas largas, segura um pequeno volume vegetal ou objeto junto às mãos, possivelmente relacionado ao manejo da erva. Outras formas humanas podem estar parcialmente ocultas pela sombra e pela estrutura, mas não permitem identificação segura.
O terreno encontra-se coberto por folhas, galhos e resíduos vegetais provenientes do beneficiamento. Troncos e peças de madeira estão dispostos junto aos esteios, compondo um espaço produtivo de caráter rústico, construído com materiais disponíveis na própria propriedade. Ao fundo observa-se vegetação arbórea, embora a baixa definição e o desvanecimento impeçam reconhecer com segurança as espécies representadas. O barbaquá desempenhava papel central no beneficiamento tradicional da erva-mate. Após o sapeco — exposição rápida dos ramos ao fogo para interromper processos naturais de deterioração —, a erva era levada ao estrado de secagem. O calor produzido em uma fornalha, geralmente instalada em nível mais baixo ou afastada da estrutura principal, chegava à câmara por meio de uma vala ou túnel. Os trabalhadores controlavam a temperatura e revolviam os ramos para obter uma desidratação mais uniforme. Concluída a secagem, a erva seguia para o cancheamento, etapa distinta na qual folhas e galhos eram fragmentados antes do ensacamento. Portanto, a imagem não representa a trituração, mas a fase de secagem e manejo dos ramos no interior do barbaquá.
A presença da criança, ao lado dos trabalhadores adultos, também documenta a proximidade entre espaço produtivo e vida familiar nas propriedades rurais. O aprendizado das tarefas ocorria frequentemente pela observação e participação cotidiana, inserindo diferentes gerações na cultura material e nos saberes relacionados ao processamento da erva-mate. A firma Simão Ruas & Companhia, sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, em Santa Catarina, mantinha propriedades, depósitos e estabelecimentos ervateiros no Paraná. A Fazenda Boa Vista integrava essa rede interestadual de exploração, beneficiamento e comercialização, ao lado de propriedades como Covósinho, São Bento e Bom Retiro.
Sob a cobertura, numerosos ramos encontram-se distribuídos horizontalmente sobre uma armação formada por varas e travessas de madeira. Esse estrado elevado correspondia à área de secagem, sobre a qual a erva previamente sapecada era acomodada e revolvida para receber o calor conduzido desde a fornalha. A concentração dos ramos na parte central e inferior da estrutura confirma o funcionamento do barbaquá no momento do registro. Três figuras são claramente perceptíveis. À esquerda, uma criança permanece sob a cobertura, voltada em direção ao fotógrafo. Na região central, um trabalhador adulto está em pé diante da armação carregada de ramos. À direita, outro homem, usando chapéu de abas largas, segura um pequeno volume vegetal ou objeto junto às mãos, possivelmente relacionado ao manejo da erva. Outras formas humanas podem estar parcialmente ocultas pela sombra e pela estrutura, mas não permitem identificação segura.
O terreno encontra-se coberto por folhas, galhos e resíduos vegetais provenientes do beneficiamento. Troncos e peças de madeira estão dispostos junto aos esteios, compondo um espaço produtivo de caráter rústico, construído com materiais disponíveis na própria propriedade. Ao fundo observa-se vegetação arbórea, embora a baixa definição e o desvanecimento impeçam reconhecer com segurança as espécies representadas. O barbaquá desempenhava papel central no beneficiamento tradicional da erva-mate. Após o sapeco — exposição rápida dos ramos ao fogo para interromper processos naturais de deterioração —, a erva era levada ao estrado de secagem. O calor produzido em uma fornalha, geralmente instalada em nível mais baixo ou afastada da estrutura principal, chegava à câmara por meio de uma vala ou túnel. Os trabalhadores controlavam a temperatura e revolviam os ramos para obter uma desidratação mais uniforme. Concluída a secagem, a erva seguia para o cancheamento, etapa distinta na qual folhas e galhos eram fragmentados antes do ensacamento. Portanto, a imagem não representa a trituração, mas a fase de secagem e manejo dos ramos no interior do barbaquá.
A presença da criança, ao lado dos trabalhadores adultos, também documenta a proximidade entre espaço produtivo e vida familiar nas propriedades rurais. O aprendizado das tarefas ocorria frequentemente pela observação e participação cotidiana, inserindo diferentes gerações na cultura material e nos saberes relacionados ao processamento da erva-mate. A firma Simão Ruas & Companhia, sediada em Herval, atual Herval d’Oeste, em Santa Catarina, mantinha propriedades, depósitos e estabelecimentos ervateiros no Paraná. A Fazenda Boa Vista integrava essa rede interestadual de exploração, beneficiamento e comercialização, ao lado de propriedades como Covósinho, São Bento e Bom Retiro.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
17 x 22,8
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Barbaquá, barbaquá em funcionamento, Fazenda Boa Vista, Simão Ruas & Companhia, Mangueirinha, Paraná, erva-mate, ciclo da erva-mate, indústria ervateira, beneficiamento da erva-mate, secagem da erva-mate, sapeco, cancheamento, estrado de secagem, ramos de erva-mate, trabalhadores rurais, criança, trabalho rural, trabalho familiar, transmissão de saberes, tecnologia rural, arquitetura produtiva, arquitetura rural, construção de madeira, cobertura de tabuinhas, esteios de madeira, propriedade rural, atividade extrativista, ervais nativos, economia regional, Fronteira Sul
QUANTIDADE
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DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3197
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Verso: “247”; “8”; “Simão Ruas & C.ª”; “Barbaquá funcionando”; “Fazenda ‘Boa Vista’”; “(Mangueirinha)”; “Paraná”; “IHG-FOT-5183”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
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