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Casa comercial de Simão Ruas & Companhia — Marcelino Ramos, Rio Grande do Sul
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by Eugenio Pelegrin  
Anexos
IHG-FOT-5184-VERSO
INFORMAÇÕES SOBRE O ACERVO
Miniatura
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO
Acervo protegido pela Lei nº 9.610/1998. Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização dos detentores legais do direito. Obrigatória a citação da referência para fins acadêmicos e expositivos. É vedada a remoção da logomarca em qualquer situação.
NÚMERO DE TOMBO
IHG-FOT-5184
TÍTULO
Casa comercial de Simão Ruas & Companhia — Marcelino Ramos, Rio Grande do Sul
DATA / PERÍODO
c. 1900 a 1920
DESCRIÇÃO
A imagem registra a casa comercial da firma Simão Ruas & Companhia em Marcelino Ramos, no norte do Rio Grande do Sul. A construção principal ocupa a maior parte da composição e foi erguida integralmente em madeira, sobre terreno em declive. Apresenta planta retangular, cobertura alta de duas águas revestida por tabuinhas e amplos beirais. O frontão e as paredes externas são fechados por tábuas verticais, enquanto uma faixa ornamental recortada acompanha a linha inferior do frontão.
Na fachada lateral, voltada para o caminho, observam-se três portas alinhadas e várias janelas de guilhotina, com caixilhos subdivididos. Essa sucessão de acessos sugere uma organização interna composta por diferentes compartimentos comerciais, depósitos ou áreas de atendimento. Na fachada frontal existem duas janelas semelhantes, elevadas em relação ao terreno.
A inclinação do solo deixa visível um pavimento inferior ou porão na extremidade esquerda, acessado por uma porta instalada abaixo do nível principal. Uma escada estreita, acompanhada por corrimão de madeira, conecta o terreno ao pavimento superior. Essa solução arquitetônica aproveitava a topografia e ampliava a área disponível para armazenamento de mercadorias. Embora a proximidade de Marcelino Ramos com o rio Uruguai seja historicamente relevante, o curso d’água não aparece na fotografia; por isso, não é possível comprovar apenas pela imagem uma ligação direta do pavimento inferior com a navegação fluvial.
Ao fundo, à direita, encontra-se uma segunda edificação de madeira, menor e mais simples, também coberta por telhado de duas águas. Entre os dois prédios existe um caminho de terra, marcado por terreno irregular, pedras e vegetação rasteira. Não há pessoas, veículos, letreiros comerciais ou mercadorias visíveis, concentrando-se o registro na arquitetura e na implantação do estabelecimento.
Marcelino Ramos desenvolveu-se em posição estratégica junto ao rio Uruguai e à divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A navegação regional, os caminhos terrestres e, posteriormente, a Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande favoreceram sua consolidação como ponto de circulação de pessoas, produtos agrícolas e mercadorias comerciais. Casas como a de Simão Ruas & Companhia funcionavam como espaços de venda, compra, armazenamento e redistribuição de gêneros.
A firma mantinha atuação interestadual ligada especialmente à erva-mate, mas também ao comércio de produtos nacionais e estrangeiros. Sua rede alcançava áreas produtoras de Santa Catarina e do Paraná, com propriedades rurais, barbaquás, depósitos e estabelecimentos comerciais. A casa de Marcelino Ramos integrava essa estrutura, articulando as zonas de extração e beneficiamento aos circuitos de transporte e consumo.
Na fachada lateral, voltada para o caminho, observam-se três portas alinhadas e várias janelas de guilhotina, com caixilhos subdivididos. Essa sucessão de acessos sugere uma organização interna composta por diferentes compartimentos comerciais, depósitos ou áreas de atendimento. Na fachada frontal existem duas janelas semelhantes, elevadas em relação ao terreno.
A inclinação do solo deixa visível um pavimento inferior ou porão na extremidade esquerda, acessado por uma porta instalada abaixo do nível principal. Uma escada estreita, acompanhada por corrimão de madeira, conecta o terreno ao pavimento superior. Essa solução arquitetônica aproveitava a topografia e ampliava a área disponível para armazenamento de mercadorias. Embora a proximidade de Marcelino Ramos com o rio Uruguai seja historicamente relevante, o curso d’água não aparece na fotografia; por isso, não é possível comprovar apenas pela imagem uma ligação direta do pavimento inferior com a navegação fluvial.
Ao fundo, à direita, encontra-se uma segunda edificação de madeira, menor e mais simples, também coberta por telhado de duas águas. Entre os dois prédios existe um caminho de terra, marcado por terreno irregular, pedras e vegetação rasteira. Não há pessoas, veículos, letreiros comerciais ou mercadorias visíveis, concentrando-se o registro na arquitetura e na implantação do estabelecimento.
Marcelino Ramos desenvolveu-se em posição estratégica junto ao rio Uruguai e à divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A navegação regional, os caminhos terrestres e, posteriormente, a Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande favoreceram sua consolidação como ponto de circulação de pessoas, produtos agrícolas e mercadorias comerciais. Casas como a de Simão Ruas & Companhia funcionavam como espaços de venda, compra, armazenamento e redistribuição de gêneros.
A firma mantinha atuação interestadual ligada especialmente à erva-mate, mas também ao comércio de produtos nacionais e estrangeiros. Sua rede alcançava áreas produtoras de Santa Catarina e do Paraná, com propriedades rurais, barbaquás, depósitos e estabelecimentos comerciais. A casa de Marcelino Ramos integrava essa estrutura, articulando as zonas de extração e beneficiamento aos circuitos de transporte e consumo.
DIMENSÕES EM CM (Altura x Largura)
17,1 x 22,7
COLEÇÃO / SÉRIE
LOCALIDADE:
TIPO DE SUPORTE
TÉCNICA FOTOGRÁFICA
CROMIA
AUTORIA / ESTÚDIO FOTOGRÁFICO
PALAVRA-CHAVE / TEMAS
Simão Ruas & Companhia, Simão Ruas & Cia., casa comercial, estabelecimento comercial, Marcelino Ramos, Rio Grande do Sul, Fronteira Sul, comércio regional, comércio interestadual, erva-mate, ciclo da erva-mate, economia ervateira, secos e molhados, armazenamento de mercadorias, entreposto comercial, arquitetura comercial, arquitetura de madeira, construção em madeira, tábuas verticais, cobertura de tabuinhas, telhado de duas águas, janelas de guilhotina, porão, pavimento inferior, terreno em declive, caminho de terra, paisagem urbana, núcleo urbano, rio Uruguai, comércio fluvial, transporte ferroviário, Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande
QUANTIDADE
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DATA DE ATUALIZAÇÃO
13 de outubro de 2026
CONTROLE INTERNO E GESTÃO DO ACERVO
OUTROS NÚMEROS
3198
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
TRANSCRIÇÃO DE ANOTAÇÕES
Frente: “53”.
Verso: “53”; “10”; “Simão Ruas & C.ª”; “Casa Commercial em”; “Marcelino Ramos (R. Gde. Sul)”; “IHG-FOT-5184”.
Verso: “53”; “10”; “Simão Ruas & C.ª”; “Casa Commercial em”; “Marcelino Ramos (R. Gde. Sul)”; “IHG-FOT-5184”.
DIREITOS AUTORAIS
PROCEDÊNCIA DE TITULARIDADE
CATALOGADOR
Eugenio Pelegrin
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